USO DE METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO DA DENTÍSTICA: MODISMO OU NECESSIDADE?

Por Administrador

Edição V18N01 | Ano 2021 | Editorial Combatendo modismo com ciência | Páginas 118 até 121

Diogo de Azevedo MIRANDA, Sarah Teixeira COSTA, Luiz Rogério Vallim COSTA

O ensino da Odontologia, no Brasil e em muitos outros países, tem sido baseado em disciplinas isoladas, com amplo emprego de aulas expositivas e ênfase somente no conhecimento técnico. O professor representa a figura predominante de reprodutor de conhecimento, enquanto os alunos manifestam-se como expectadores passivos, limitando-se à retenção e repetição. Inegavelmente, há um distanciamento físico e contextual entre aluno e professor. O ensino ocorre de maneira fragmentada, por disciplina ou área de especialização. Aliada ao método tradicional de ensino, fragmentado e não agregador — utilizado na grande maioria dos cursos superiores do Brasil —, a graduação do cirurgião-dentista apresenta particularidades desafiadoras, como alto custo, demandas únicas de treinamento pré-clínico, natureza mutante dos métodos de ensino/avaliação, fluxo intenso de desenvolvimento de novos materiais e novas tecnologias, influência do fator socioeconômico-cultural e aumento da expectativa dos pacientes em relação ao tratamento, impactando, significativamente, todas as áreas do programa educacional.

Miranda DA, Costa ST, Costa LRV. Use of active methodologies in the teaching of Dentistry: fad or need? J Clin Dent Res. 2021 Jan-Apr;18(1):118-21.