Toros Palatino e Mandibular: diagnóstico, significado clínico e bases conceituais

Por Administrador

Edição V16N02 | Ano 2019 | Editorial Biologia da Estética | Páginas 134 até 155

Alberto Consolaro, Renata Bianco Consolaro, Omar Hadaya, Ingrid Araújo de Oliveira, Dario Augusto Oliveira Miranda

Os toros palatino e mandibular são distúrbios do desenvolvimento do tipo anomalia de forma, com manifestação tardia no crescimento e maturação dos maxilares. Os casos familiares e a persistência dos toros com a idade e em desdentados lhes atribuem uma origem genética, que começa a ser desvendada. Há uma dificuldade para interpretar os toros como uma resposta adaptativa à sobrecarga oclusal, bruxismo e outros fatores externos, pois os toros não são hiperplasias e hipertrofias adaptativas. Os toros são protuberâncias ósseas sem cápsula fibrosa, o que os diferencia dos osteomas e lhes tira a natureza neoplásica, mesmo que benigna, especialmente porque também não apresentam crescimento contínuo e sem controle por parte do organismo. O tamanho dos toros se estabiliza ao final do crescimento dos maxilares, por volta dos 22 a 24 anos de idade. Os toros são constituídos de osso normal, do ponto de vista funcional e estrutural, e podem ser utilizados como sítio de origem de transplante ósseo autógeno para outros locais ou como sede de implantes osseointegráveis, se houver conveniência clínica para tais procedimentos. A sua remoção pode ser feita quando impedem procedimentos odontológicos terapêuticos.

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Consolaro A, Consolaro RB, Hadaya O, Oliveira IA, Miranda DAO. Palatal and Mandibular Tori: diagnosis, clinical significance and conceptual basis. J Clin Dent Res. 2019 May-Aug;16(2):134-55. DOI: https://doi.org/10.14436/2447-911x.16.2.134-155.bes