Expansão maxilar em duas etapas usando barreira de polipropileno: relato de caso

Por Administrador

Edição V14N01 | Ano 2017 | Editorial Caso Clínico | Páginas 90 até 97

Paul Christian Medina Llantoy, Nohemi Amelia Ticona Humani

A perda óssea após a extração dentária é inevitável. Devido a diversos fatores relacionados à reabsorção e remodelação óssea, o rebordo vai passar por diferentes mudanças em sua arquitetura horizontal e vertical, até levar a um estado de atrofia — o qual é um desafio não só para a Implantodontia, mas também para a Prótese e Estética. Como alternativa para restabelecer a anatomia natural de uma maxila com atrofia na região dos dentes #11 e #12, em uma paciente com 23 anos de idade, do sexo feminino, realizou-se uma cirurgia em duas etapas. Na primeira etapa cirúrgica, foi feito um retalho por vestibular e uma perfuração em ‘U’, até se atingir a medula óssea; em seguida, realizou-se a sutura. Após 28 dias, foi aberto um novo retalho, mas somente no rebordo, sem rebater o periósteo — a fim de realizar a expansão das tábuas ósseas vestibular e palatina. Procedeu-se à instalação simultânea de dois implantes Cone Morse, recobertos com barreira de polipropileno, e fechou-se a incisão com sutura sem tensão. A barreira foi retirada após 15 dias, quando observou-se um tecido de granulação, o qual foi preservado por quatro meses. O resultado planejado foi obtido após o tempo de recuperação, no qual a paciente foi avaliada, clínica e tomograficamente. Pode-se concluir que a barreira usada serviu como arcabouço para a neoformação óssea e suporte aos implantes instalados, melhorando a estética tridimensional da região anterossuperior direita da paciente.

Llantoy PCM, Humani NAT. Two-stage maxillary expansion using polypropylene barrier: case report. J Clin Dent Res. 2017 Jan-Mar;14(1):90-7. DOI: http://dx.doi.org/10.14436/2447-911x.14.1.090-097.oar