O uso de florais ou outras terapias alternativas na boca é “científico”?

Por Administrador

Edição V12N03 | Ano 2015 | Editorial Biologia da Estética | Páginas 41 até 47

Alberto Consolaro

Resgatando o pensamento de René Descartes, como criador do método científico há 400 anos, a partir do livro “O discurso do método”, pode-se diferenciar a ciência da tecnologia e, ao mesmo tempo, compreender como evoluiu nesses últimos anos o conhecimento sobre os produtos e as aplicações dos enxaguantes bucais e clareadores dentários, do mesmo modo como melhoraram os cuidados e as proteções aos usuários e pacientes. Recentemente, há disponibilidade de produtos florais no mercado para uso sublingual, atribuindo- -lhes funções na higiene bucal, clareamento dentário e outros benefícios para doenças bucais. No entanto, são produtos diluídos em álcool etílico e, se gerarem peróxido de hidrogênio, como sugere o fabricante, ter-se-ia dois agentes reconhecidamente carcinogênicos atuando na parte mais fina e delicada da boca, representada pela mucosa sublingual. Alguns aspectos são levantados sobre o uso desses produtos na mucosa bucal, visto que não há resultados metodologicamente obtidos e publicados sobre o assunto.

Consolaro A. O uso de florais ou outras terapias alternativas na boca é “científico”? Rev Dental Press Estét. 2015 jul-set;12(3):41-7.