“Sepse” — o perigo está no corpo o tempo todo — e a prática da Odontologia Estética

Por Administrador

Edição V12N02 | Ano 2015 | Editorial Biologia da Estética | Páginas 16 até 18

Alberto Consolaro

Na primeira parte deste artigo, procurou-se abordar os vários aspectos da sepse e da bacteremia na prática clínica, especialmente na Medicina e na Odontologia Estética, que cada vez mais utilizam-se de procedimentos invasivos e injetáveis. Nesta segunda parte, o enfoque se voltará para os conceitos de imunorrejeição, corpo estranho e anacorese no que se relaciona a esses materiais. Os materiais colocados no interior dos tecidos conjuntivos, para fins estéticos e terapêuticos, não têm proteínas em sua composição e, por isso, não induzem respostas imunológicas de rejeição; mas podem agredir e lesar, em decorrência de sua aspereza, pela liberação de produtos químicos citotóxicos ou pela sua mobilidade enquanto partícula sólida, inflamando a região, que pode ficar vermelha, edemaciada e até doer. Alguns poucos produtos são inertes, pois nem são rejeitados e nem irritam ou inflamam os tecidos, como as ligas de titânio. Os corpos estranhos podem permanecer no corpo por muito tempo ou indefinidamente, mas aumenta-se o risco de anacorese ou a fixação de bactérias advindas do sangue em locais previamente lesados. Nesses materiais e locais, as bactérias podem se proliferar e formar biofilmes microbianos, e a área inflamar em graus variáveis de severidade. E, se o organismo não estiver em boas condições sistêmicas, até sepse pode advir.

Consolaro A. “Sepse” — o perigo está no corpo o tempo todo — e a prática da Odontologia Estética. Parte 2: os corpos estranhos, como os materiais injetáveis nos tecidos, não induzem rejeição, mas podem ser sede de anacorese! Rev Dental Press Estét. 2015 abr-jun;12(2):16-8.