Amálgama, material a ser banido?

Por Administrador

Edição V12N01 | Ano 2015 | Editorial Revisão de Literatura | Páginas 96 até 101

Taylane Soffener Berlanga de Araújo, Roseane Del’Arco Ramires, Aline Cristina Antunes Barreto Galletti, Marcelo André Ramires

Introdução: o amálgama de prata é um dos materiais restauradores mais utilizados na Odontologia, em virtude de suas propriedades que lhe garantem durabilidade, além de seu fácil manuseio e baixo custo — apesar da polêmica ao redor da toxicidade do mercúrio, um de seus principais componentes. O mercúrio é um metal líquido, pesado e extremamente tóxico, e diversos efeitos sistêmicos e neurológicos são atribuídos à exposição aos seus resíduos e vapores, como também eventuais malefícios que podem sofrer os portadores de restauração de amálgama. São observados riscos à saúde, ambientais e ocupacionais. Objetivo: nesse sentido, realizou-se uma revisão de literatura acerca da polêmica da utilização das restaurações de amálgama de prata, os efeitos na saúde dos pacientes portadores de restauração de amálgama e da equipe de saúde bucal, bem como sobre a substituição do respectivo material restaurador e dos perigos ambientais. Conclusão: com tudo que foi visto, pode-se afirmar que o amálgama dentário não deve ser mais utilizado pelo dentista em casos de primeiras restaurações, pois, com o avanço da indústria odontológica, o cirurgião-dentista pode realizar restaurações com durabilidade e segurança à sua saúde, de sua equipe e do paciente. Porém, vários cuidados devem ser tomados quando há indicação de troca das restaurações defeituosas de amálgama, para não aumentar a contaminação em consultório e agravar a saúde do paciente ou, até mesmo, a do dentista.

Araúko TSB, Ramires RDA, Galletti ACAB, Ramires MA. Amálgama, material a ser banido? Rev Dental Press Estét. 2015 jan-mar;12(1):96-101.