Intervenção conservadora, acidental ou não, sobre a polpa: por que nem sempre a pulpite promove a formação de pus? OU Existem pulpites e necroses assépticas?

Por Administrador

Edição V11N04 | Ano 2014 | Editorial Biologia da Estética | Páginas 40 até 46

Alberto Consolaro

a formação de pus em qualquer área, incluindo a polpa dentária, indica a presença e contaminação do local por bactérias do tipo estafilococos e estreptococos, conhecidas como piogênicas. Inflamações na polpa dentária não relacionadas com a presença bacteriana em casos de intervenções conservadoras acidentais ou não, uma vez transcorrida a fase aguda de 24 a 48h, evoluem para o reparo, ou inflamação crônica persistente ou para a necrose pulpar asséptica gradativa. Nesses casos, clinicamente, o quadro tende a ser assintomático e sem formação de pus. Nessas inflamações pulpares, se os materiais aplicados deixarem de ser tóxicos logo em seguida à sua colocação, levam ao reparo da área às custas de tecido fibroso ou reorganização odontoblástica com deposição de dentina reparadora. Quando o material aplicado na área persiste em ser tóxico, constantemente liberando substâncias, de forma assintomática ou quase, vai gradativamente levando à necrose pulpar asséptica e assintomática, geralmente descoberta em exames de rotina ou pelo do escurecimento coronário. A resposta final é sim: pulpites e necroses assépticas existem!

Consolaro A. Intervenção conservadora, acidental ou não, sobre a polpa: por que nem sempre a pulpite promove a formação de pus? Rev Dental Press Estét. 2014 out-dez;11(4):40-6.