Dentifrícios para o tratamento da hipersensibilidade dentinária

Por Administrador

Edição V11N04 | Ano 2014 | Editorial Artigo Original | Páginas 112 até 117

Waldemir Francisco Vieira-Junior, Débora Alves Nunes Leite Lima, Flávio Henrique Baggio Aguiar, José Roberto Lovadino

Introdução: a hipersensibilidade dentinária (HD) é caracterizada por um episódio de dor aguda, localizada e de curta duração, com etiologia complexa e multifatorial, associada a processos como atrição, erosão e abrasão. A utilização de dentifrícios para seu controle é recomendada principalmente devido à facilidade de uso e baixo custo. Categoricamente, existem duas formas de ação desses dentifrícios: 1) atuação na dessensibilização do nervoso com o bloqueio do estímulo doloroso; e 2) atuação na oclusão física dos canalículos, agindo na causa, o que impossibilita a transmissão do estímulo doloroso. Objetivo: discutir as evidências científicas existentes que englobam a indicação, limitação e perspectiva do uso racional desses dentifrícios. Métodos: esse artigo apresenta uma revisão de literatura sobre as diferentes formulações de dentifrícios para tratamento da hipersensibilidade dentinária, como os dentifrícios à base de sais de potássio e estrôncio, fluoreto de estanho associado ou não a hexametafosfato, e, atualmente, muito se discute sobre formulações à base de arginina e carbonato de cálcio ou de fosfossilicato de sódio e cálcio, bem como de seus possíveis efeitos terapêuticos adicionais. Conclusão: Os dentifrícios são importantes para o tratamento da hipersensibilidade e que, atualmente, as formulações à base de arginina e carbonato de cálcio ou de fosfossilicato de sódio e cálcio mostram-se como as melhores alternativas, porém, outros princípios ativos devem ser indicados de acordo com as subjetividades do quadro de hipersensibilidade do paciente.

Vieira-Junior WF, Lima DANL, Aguiar FHB, Lovadino JR. Dentifrícios para o tratamento da hipersensibilidade dentinária. Rev Dental Press Estét. 2014 out-dez;11(4):112-7.