Influência do método de inserção de um cimento resinoso autoadesivo para cimentação de pinos de fibra

Por Administrador

Edição V11N04 | Ano 2014 | Editorial Artigo Original | Páginas 102 até 111

Flávia Gorino, Flávia Lucisano Botelho do Amaral, Fabiana Mantovani Gomes França, Cecília Pedroso Turssi, Roberta Tarkany Basting

Introdução: esse estudo avaliou técnicas de introdução do cimento resinoso autoadesivo no conduto radicular quanto à resistência de união de pinos de fibra de vidro em diferentes profundidades intrarradiculares ao modo de falha e à presença de porosidades no cimento. Métodos: quarenta pré-molares humanos tiveram seus condutos preparados para a cimentação de pinos de fibra de vidro por diferentes técnicas, seringa de inserção, broca Lentulo em baixa rotação, Lentulo por meio manual e introdução com o pino de fibra. Foram obtidas secções transversais aos terços cervical, médio e apical para realização dos testes de push-out, modo de falha e presença de porosidades. Resultados: a ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05) demoNstraram que, na cervical, a introdução do cimento com o pino apresentou maior resistência de união, mas sendo essa menor no terço apical ao se comparar com outros métodos. Nos outros métodos houve aumento da resistência de união, no terço apical, em relação aos outros terços radiculares. Todos os grupos apresentaram menos da metade de sua área total com porosidades, sem diferenças significativas entre técnicas e terços (Kruskal-Wallis < 0,05). Conclusão: a resistência de união foi influenciada pelo tipo de técnica de introdução do cimento e profundidade radicular. A técnica de introdução do cimento no conduto e as diferentes profundidades intrarradiculares não influenciaram a quantidade de porosidades no cimento.

Gorino F, Amaral FLB, França FMG, Turssi CP, Basting RT. Influência do método de inserção de um cimento resinoso autoadesivo para cimentação de pinos de fibra. Rev Dental Press Estét. 2014 out-dez;11(4):102-11