Avaliação da resistência de união dos sistemas adesivos na dentina sadia e afetada por cárie em dentes humanos

Por Administrador

Edição V11N01 | Ano 2014 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 60 até 70

Walter Leonardo Siqueira Zaia, José Luiz Guimarães de Figueiredo, Juliana Alves, Alessandra Satake

Objetivo: avaliar, por microtração, a resistência de união de dois sistemas adesivos em dentina sadia e em dentina afetada por cárie, em dentes humanos, e determinar os tipos de fraturas ocorridas por meio de microscopia óptica e MEV. Métodos: foram utilizados 20 dentes humanos, sendo dez com a dentina sadia e dez com dentina afetada por cárie. Os dentes foram divididos em quatro grupos: dois de dentina sadia e dois de dentina afetada, para cada sistema adesivo. Os dentes foram submetidos a um preparo cavitário padronizado e restaurados com sistema adesivo de condicionamento total Ambar (FGM, Brasil) e com a resina composta Opalis (FGM) (grupos: G1 (dentina sadia) e G2 (dentina afetada), bem como com o sistema adesivo autocondicionante Filtek Silorano (3M ESPE, EUA) com a resina composta Filtek P90 (3M ESPE), sendo esses G3 (dentina sadia) e G4 (dentina afetada). Resultados: a análise estatística two-way ANOVA mostrou diferenças entre os sistemas adesivos testados (p < 0,001). A resistência de união revelou que os maiores valores médios encontrados são para o sistema adesivo Ambar, em comparação ao Filtek Silorano. Com o sistema Ambar, não se obteve diferença entre os resultados de resistência de união para dentina sadia ou dentina afetada por cárie. No entanto, o sistema adesivo Filtek Silorano apresentou valores de adesão superiores para a dentina sadia quando comparado à dentina afetada por cárie. Os tipos de fraturas observados em microscópio óptico não corresponderam fielmente quando foram observados em microscopia eletrônica de varredura.