Avaliação da estabilidade de cor de resinas compostas micro-híbridas em diferentes soluções

Por Administrador

Edição V10N04 | Ano 2013 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 74 até 83

Bianca Medeiros, Vera Lucia Schmitt, Fabiana Scarparo Naufel, Gláucia Maria Bovi Ambrosano, Flavia Pardo Salata Nahsan

Introdução: o sucesso clínico de uma restauração se dá quando há combinação da cor do dente e do material restaurador, o que depende da escolha do material, da estabilidade da cor e das propriedades físico-químicas. Objetivo: avaliar a alteração na pigmentação de dois tipos de resinas compostas micro-híbridas expostas a diferentes soluções corantes, em função da composição da matriz orgânica. Métodos: cem corpos de prova foram confeccionados e polidos com discos Sof-lex em baixa rotação e divididos em 10 grupos com 10 amostras cada, em função da combinação entre duas resinas compostas (Filtek P60 e Filtek P90) e de cinco bebidas (água destilada, chá verde, Coca-Cola, suco de laranja e vinho tinto). Foram, então, armazenados em água destilada a 37ºC por 24 horas. A cor inicial foi mensurada com o espectrofotômetro CM 700d (Konica Minolta Sensing Inc., Japão). Em seguida, os corpos de prova foram armazenados na respectiva solução por sete dias. Após esse período, foi feita a leitura final de cor por meio da equação EΔab = [(LΔ)2 + (aΔ)2 + (bΔ)2]1/2. Resultados: os resultados de DE foram transformados em raiz quadrada e analisados por meio da análise de variância em esquema fatorial 2×5 (resina x solução). Foi considerado o nível de significância de 5%. Conclusão: as resinas compostas testadas sofreram diferenças no manchamento para as diferentes soluções. Dentro das limitações desse estudo in vitro, o chá verde e o vinho apresentaram potencial de manchamento significativo.