Coroa endodôntica adesiva: tratamento estético e funcional alternativo para molares com extensa destruição coronária e espaço interoclusal reduzido

Por Administrador

Edição V10N03 | Ano 2013 | Editorial Caso Clínico | Páginas 94 até 105

Thiago Henrique Scarabello Stape, Priscila Camondy Bertaglia, Milena Maria Pierre Santos-Caldeira, Luís Roberto Marcondes Martins

A restauração de dentes tratados endodonticamente apresenta vários desafios à Odontologia, sendo que, em muitos casos, o uso de retentores intrarradiculares é indispensável para o restabelecimento da função de dentes com grande destruição coronária. Os pinos de fibra de vidro têm proporcionado a realização de restaurações biomecanicamente mais semelhantes às condições encontradas no elemento dentário, isso graças à Odontologia adesiva e em função de seu módulo de elasticidade ser próximo ao da dentina. Com isso, a taxa de sucesso dessas restaurações tem alcançado níveis satisfatórios. Contudo, falhas no complexo retentor intrarradicular e na coroa protética são inevitáveis. Em sua grande maioria, as falhas são caracterizadas por fraturas não catastróficas, envolvendo a fratura do material restaurador, sendo facilmente solucionadas pela substituição da coroa protética. Entretanto, na ocorrência de fraturas do retentor intrarradicular, a conduta clínica pode ser dificultada sobremaneira devido ao elevado risco de sua remoção. Logo, o presente artigo aborda, por meio de um relato de caso clínico, uma alternativa de reabilitação para molares fraturados com alojamento parcial do pino de fibra de vidro no interior do canal radicular e que apresentam espaço interoclusal reduzido, solucionado pela realização de restauração endodôntica adesiva.