Cimentos resinosos autoadesivos

Por Administrador

Edição V10N03 | Ano 2013 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 42 até 51

Marilia Mattar de Amôedo Campos Velo, Vanessa Gallego Arias Pecorari, Flávia Lucisano Botelho do Amaral, Roberta Tarkany Basting, Fabiana Mantovani Gomes França

A Odontologia adesiva vem se aperfeiçoando cada vez mais no desenvolvimento de técnicas e de sistemas de cimentação para restaurações indiretas. Os cimentos adesivos resinosos são amplamente utilizados na cimentação de onlays, inlays, pinos e facetas, entretanto, com o uso incorreto dos agentes adesivos, o resultado pode ter como consequência a sensibilidade pós-operatória e microinfiltração. Na tentativa de simplificar o procedimento, os cimentos resinosos autocondicionantes surgiram como um novo subgrupo, reunindo características favoráveis em um único produto. O objetivo da presente revisão de literatura foi verificar as propriedades mecânicas e físicas e o desempenho dos cimentos resinosos autocondicionantes, incluindo suas vantagens, desvantagens, indicações e contra-indicações. Para a aplicação desse cimento, não é necessário qualquer tratamento prévio do substrato dentário ou da peça. Entretanto, o condicionamento ácido seletivo em esmalte é benéfico, mas, quando utilizado em dentina, influencia negativamente sua adesão. Quanto à resistência de união entre os agentes de cimentação e os pinos, mostram adesão comparável a outros cimentos em dentina radicular. Concluiu-se que o desempenho dos cimentos resinosos autocondicionantes é satisfatório quando aderido à dentina, e que a união em esmalte parece ser fraca comparada aos cimentos resinosos convencionais, devendo ser usados com cautela em coroas parciais com considerável superfície de esmalte.