Uso de pontas CVD acopladas ao ultrassom para preparo cavitário

Por Administrador

Edição V09N03 | Ano 2012 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 38 até 46

Rafael de Mello e Oliveira, Flávia Lucisano Botelho do Amaral, Vanessa Gallego Arias Pecorari, Fabiana Mantovani Gomes França, Roberta Tarkany Basting

As pontas diamantadas CVD produzidas por método de deposição de uma camada única de diamantes sobre uma haste de molibdênio foram desenvolvidas para o acoplamento ao ultrassom para a realização de preparos cavitários. Assim, o objetivo desse caso clínico foi apresentar a utilização das pontas CVD para preparo cavitário e acabamento da restauração em resina composta. A ponta CVD permite a realização de preparos cavitários conservativos, tendo como vantagens menor ruído e sensibilidade durante o procedimento, o que aumenta o conforto do paciente. Com a técnica é possível confeccionar uma cavidade com preservação dos substratos dentinários, causando menores danos às estruturas subjacentes, prevenindo iatrogenias, levando a um preparo com melhor acabamento das paredes. Observou-se que o preparo cavitário apresentou-se conservativo, indicando o uso de sistemas adesivos e resina composta. Entretanto, verificou-se maior tempo empregado para a remoção da restauração de amálgama antiga, regularização do preparo cavitário e para o acabamento da restauração de resina composta. Pode-se concluir que as pontas diamantadas CVD acopladas em ultrassom podem ser empregadas para preparo cavitário e nos procedimentos de acabamento de restaurações em resina composta, trazendo benefícios à preservação das estruturas dentárias hígidas e conforto ao paciente.