Longevidade de clareamento em dente não vital com associação de técnicas: relato de caso

Por Administrador

Edição V09N02 | Ano 2012 | Editorial Caso Clínico | Páginas 104 até 113

Amanda Vessoni Barbosa Kasuya, Isabella Negro FavarÃo, Jeferson Lopes de Souza, Sueli Almeida Cardoso, Rodrigo Borges Fonseca, Márcio Grama Hoeppner

O clareamento dentário, por ser um tratamento não invasivo e de baixo custo, representa uma excelente opção de tratamento para dentes com alteração cromática. O propósito desse artigo é relatar um caso clínico com associação de técnicas de clareamento para dentes não vitais e discutir as implicações clínicas imediatas e mediatas. Paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, procurou o serviço odontológico da Universidade Estadual de Londrina para tratamento estético do dente 21, diagnosticado com escurecimento após traumatismo e tratamento endodôntico. Diante do exame radiográfico, que não mostrou alterações da normalidade, foi instituído o clareamento dentário intracoronário com pasta clareadora de perborato de sódio e peróxido de hidrogênio a 20% (6 sessões, com intervalo de 7 dias), seguido por clareamento intra- e extracoronário com peróxido de hidrogênio a 35% (3 sessões de 20 minutos ininterruptos, com intervalo de 7 dias). Passados 10 dias da última sessão de clareamento, foi confeccionada restauração da face palatina com resina composta. Também foi feito controle clínico e radiográfico após 18 meses. O resultado obtido demonstrou a longevidade do procedimento realizado. Assim, conclui-se que o clareamento de dentes não vitais é seguro, eficaz e, quando necessário, pode ser realizado com diferentes produtos, aplicados por diferentes técnicas.