Sensibilidade pós-clareamento: por que ocorre e como preveni-la

Por Administrador

Edição V08N04 | Ano 2011 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 108 até 115

Cristiane Machado de Almeida, Rafael Francisco Lia Mondelli, Fabiane Lopes Toledo, César Antunes de Freitas, Sérgio Kiyoshi Ishikiriama, José Carlos Pereira

O objetivo desse artigo é apresentar uma revisão detalhada sobre a sensibilidade pós-clareamento dentário, suas causas e tratamentos. A maioria dos estudos clínicos indica que o clareamento caseiro e o clareamento em consultório são efetivos e seguros, no entanto, a sensibilidade pós-clareamento tem sido considerada um efeito adverso bastante comum, juntamente com a irritação gengival. Essa sensibilidade é branda e reversível, na maioria dos casos, somente com a suspensão do tratamento. Vários fatores podem ser relacionados a ela, como: pH da substância, componentes, tempo e modo de uso, porcentagem do agente clareador, tipo de luz utilizada, presença de recessão gengival com dentina exposta, presença de trincas no esmalte e o grau de permeabilidade dentária. Os tratamentos considerados efetivos são: uso do nitrato de potássio a 5% em moldeiras associado, na maioria das vezes, ao fluoreto de sódio neutro a 2%; aplicação tópica de flúor, utilização de laser de baixa potência e prescrição de analgésicos e/ou anti-inflamatórios, quando houver exacerbação da sensibilidade. Entretanto, o maior problema dessas terapias é a manutenção dos efeitos terapêuticos.