Própolis como agente terapêutico alternativo para o controle do biofilme dentário

Por Administrador

Edição V07N04 | Ano 2010 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 79 até 87

Alessandro Diogo De Carli, Paulo Zárate-Pereira, Cibele Bonfim de Rezende Zárate, Edilson José Zafalon, Valéria Rodrigues de Lacerda, Andrea Carla Franchini Melani

Historicamente, a própolis foi utilizada como medicamento por suas propriedades químicas. A partir dos anos 80, vários estudos demonstraram sua capacidade antimicrobiana, permitindo, assim, seu emprego terapêutico e preventivo. Esse artigo tem como objetivo demonstrar, através de revisão da literatura, a relevância da utilização da própolis no campo da Cariologia, considerando o seu caráter determinante para a estabilização dos fatores microbianos e de equilíbrio do processo de desmineralização e remineralização (processo DES-RE) da estrutura dentária. A própolis demonstrou ser efetiva na inibição da enzima glicosiltransferase (GTF), bem como na diminuição da produção de polissacarídeos insolúveis ou glucanos, que interferem na adesão bacteriana e, consequentemente, permeiam o acúmulo/estagnação do biofilme cariogênico. Estudos realizados in vivo e in vitro demonstraram que a presença de flavonoides na composição química da própolis comprova sua ação antibacteriana, e sugerem o seu emprego no controle do biofilme bacteriano bucal. Esse estudo permitiu concluir que, por apresentar comprovada ação antimicrobiana, a própolis representa um potencial agente de controle da cárie dentária, do acúmulo do biofilme cariogênico e do processo DES-RE. Entretanto, em relação ao processo DES-RE, sugerem-se novos estudos para obtenção de dados mais consistentes.