Cimentação adesiva na atualidade: revisão de literatura

Por Administrador

Edição V06N03 | Ano 2009 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 106 até 114

Marcelo Barbosa Ramos, Ana Paula Ribeiro Do Vale Pedreira, Thiago Amadei Pegoraro, Luiz Fernando Pegoraro

Tradicionalmente, um dos cimentos mais utilizados na cimentação de núcleos e coroas tem sido o cimento de fosfato de zinco. Outros cimentos, como os cimentos ionoméricos e os ionoméricos modificados por resina, têm sido também utilizados na cimentação de núcleos e coroas, apresentando vantagens baseadas, principalmente, na sua capacidade de adesão às estruturas dentárias, baixa solubilidade e liberação de flúor, podendo atuar na inibição do desenvolvimento de cárie. Inicialmente indicados para a cimentação de próteses adesivas, os cimentos resinosos passaram a ser indicados para a cimentação de coroas, inlays/onlays e pinos de fibra. Porém, as diferentes formulações fornecidas pelos fabricantes e o grande número de marcas comerciais disponíveis dificultam a escolha do cimento pelo clínico. As diversidades técnicas tornaram difícil o seu manuseio, o que contribuiu para as variações em seu desempenho clínico e dificulta uma análise longitudinal criteriosa. O presente artigo tem como objetivo esclarecer ao clínico as variáveis envolvidas na cimentação adesiva, bem como auxiliá-lo em suas escolhas. A relação custo/benefício da cimentação adesiva deve ser analisada com cautela, e estudos clínicos controlados devem ser conduzidos para corroborar os dados laboratoriais acerca dos prováveis resultados clínicos em longo prazo.