Adesivos autocondicionantes: uma realidade clínica

Por Administrador

Edição V05N02 | Ano 2008 | Editorial Artigo de Pesquisa | Páginas 78 até 84

Marcelo Giannini, Oswaldo Scopin De Andrade, Paulo Moreira Vermelho, André Figueiredo Reis

No estudo da evolução dos sistemas adesivos autocondicionantes, observa-se que os avanços mais significativos foram obtidos a partir de 1994, com o desenvolvimento de adesivos à base de fenil-P, como monômero ácido. Os adesivos autocondicionantes podem ser classificados de acordo com a acidez do adesivo/monômero e os números de etapas clínicas para sua aplicação. Nessa técnica adesiva, não existe a remoção do ácido fosfórico com jatos de água e, portanto, nenhum controle de umidade pós-condicionamento ácido é necessário. Monômeros-ácidos derivados do ácido fosfórico e carboxílico são responsáveis pelo condicionamento e infiltração no esmalte e dentina. Outras vantagens podem ser obtidas, como a redução da sensibilidade pós-operatória e simplificação das etapas de aplicação do adesivo. Os adesivos de “dois passos”, que apresentam um primer-autocondicionante e aplicação de uma camada de resina hidrofóbica sobre a superfície tratada com o primer, têm sido considerados os melhores sistemas, quando comparados aos adesivos autocondicionantes de um passo clínico.