Otimização da estética com a Microscopia Operatória

Por Administrador

Edição V05N02 | Ano 2008 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 50 até 61

Ana Paula Fraga Teixeira, Alberto Victor Bancillon Vasconcelos, Juliana Nascimento Rocha

Nos últimos 15 anos, a Odontologia Estética tem evoluído a passos largos no que diz respeito aos sistemas adesivos, resinas compostas, cerâmicas, conhecimento técnico e biológico. No entanto, o acompanhamento clínico em longo prazo mostra ainda muitas falhas, como infiltrações, deslocamentos de pinos, fraturas e resposta periodontal desfavorável ao tratamento restaurador. A acuidade visual, o tato e a experiência clínica são, aparentemente, indispensáveis para o sucesso clínico, mas na realidade trabalha-se sem enxergar adequadamente o campo de ação. A cavidade bucal é um campo restrito, no qual a luz do refletor não incide adequadamente sobre as pequenas estruturas, formando sombras. A acuidade visual do homem não é capaz de magnificar, visualizar e executar detalhes essenciais para a previsibilidade dos trabalhos estéticos. O microscópio operatório (MO) é um sistema de visualização que permite vários níveis de magnificação e iluminação. Ele proporciona ao cirurgião-dentista segurança nos diagnósticos, maior precisão e rapidez nos procedimentos, além de uma melhor ergonomia, biossegurança e documentação em vídeo ou fotografias. Este artigo tem como objetivo descrever as vantagens da Microscopia Operatória na Odontologia Estética e ilustrar, através de casos clínicos, pontos cruciais, nos quais o MO mostra-se como um importante instrumento auxiliar de magnificação e iluminação para a precisão e previsibilidade dos trabalhos estéticos.