Função estética

Por Administrador

Edição V05N02 | Ano 2008 | Editorial Editorial | Páginas 3 até 3

Sidney Kina

No passado (não muito distante) havia regras: resinas compostas somente em anteriores, restaurações não muito grandes classes III, IV e V. Em posteriores, amálgama classes I e II de istmo, não superior a 1/3 da caixa oclusal. Independente do material e região, sempre postados mediante uma boa base de proteção pulpar. Hoje é fácil condenar tais normas como radicais, mas em seu contexto elas faziam muito sentido. As escolas de Odontologia e seus estilos eram mais definidos e, de certa forma, auto-suficientes. Ninguém – ou quase ninguém – associava estética com dentes posteriores, e tratamentos com pretensões totalmente cosméticas eram quase uma heresia ética. Na verdade, as restaurações eram respeitadas – e mesmo celebradas – por sua resistência. Nesse cenário de relativa “simplicidade”, algumas coisas sobressaíam. Era bem claro – e ainda é – que o sucesso de uma restauração estava intimamente ligado à sua longevidade.