Resistência de união de um cimento resinoso a diferentes superfícies de alumina densamente sinterizada

Por Administrador

Edição V04N03 | Ano 2007 | Editorial Artigo de Pesquisa | Páginas 118 até 127

Juan Rommel Medina-valdivia, Renato Savi De Carvalho, Paulo Afonso Silveira Francisconi, Carlos Eduardo Francischone

O propósito deste estudo foi avaliar a resistência adesiva ao cisalhamento de um cimento resinoso à alumina densamente sinterizada, testando o tratamento superficial feito pelo fabricante. O cimento utilizado foi o Multilink (Ivoclar – Vivadent) e a alumina foi a Procera®Alumina (Nobel Biocare) constituída por 99,9% de óxido de alumínio densamente sinterizado. Trinta e dois cilindros de alumina foram confeccionados pela Nobel Biocare, onde um dos extremos deste cilindro recebeu o tratamento superficial e o outro não. Para a aplicação do cimento resinoso sobre os cilindros de alumina, utilizou-se uma matriz de Teflon com um orifício central de 3,5mm de diâmetro e 3mm de profundidade. Foram determinados 4 grupos experimentais: Grupo 1 – superfície sem tratamento; Grupo 2 – superfície sem tratamento e com aplicação de adesivo; Grupo 3 – superfície com o tratamento realizado pelo fabricante; Grupo 4 – superfície com tratamento realizado pelo fabricante e com adesivo. Após a aplicação do cimento nos 4 grupos, os espécimes foram armazenados em água deionizada a 370C durante 24h, sendo, em seguida, montados em uma máquina universal de ensaios para realização dos testes de resistência ao cisalhamento. Os resultados foram submetidos à análise de variância a dois critérios e ao teste de Tukey para comparação entre os grupos. A superfície tratada (grupo 3) apresentou valores significativamente maiores que todos os outros grupos. A presença do adesivo diminuiu a resistência adesiva nas duas superfícies, embora não houvesse diferença significante quando aplicado na superfície sem tratamento.