Avaliação da preferência estética de cirurgiões-dentistas (Clínicos gerais e ortodontistas), acadêmicos de Odontologia e leigos quanto às medidas indicadas por proporções conhecidas como padrão estético para o sorriso

Por Administrador

Edição V03N03 | Ano 2006 | Editorial Artigo de Pesquisa | Páginas 85 até 99

Wagner Izumi Sawada Germiniani, Helio Hissashi Terada

O objetivo deste estudo foi verificar a preferência estética de cirurgiões-dentistas (clínicos gerais e ortodontistas), acadêmicos de Odontologia e leigos na área quanto às medidas indicadas por proporções conhecidas como padrão estético para o sorriso. A pesquisa consistiu na análise de 5 fotografias de um sorriso frontal, as quais foram modificadas por um programa de tratamento de imagens ADOBE PHOTOSHOP®, versão 7.0 (Adobe Systems, San Jose, Califórnia), a fim de enquadrá-las em 5 exemplos de proporções dentárias descritas na literatura (Platão, Áurea, Polyclitus e Albers ou diagonal do quadrado e Lysippus). Cada fotografia foi analisada pelo avaliador subjetivamente, que lhe conferiu um escore de preferência estética de 0 a 10, onde o intervalo de 0 a 3 representou o conceito de pouco estético, de 4 a 8 como agradável e 9 e 10 como muito estético. Participaram como avaliadores 90 indivíduos, cuja faixa etária variou entre 20 e 65 anos, os quais foram divididos em 4 grupos: ortodontistas; clínicos gerais; acadêmicos de Odontologia e leigos. Os resultados demonstraram que a proporção áurea (1:1,62) não foi apontada como a preferência estética de proporção dentária entre os grupos (23,33% da preferência). Apesar disso, ela se enquadrou num conceito agradável. A proporção de Albers (1:1,41) foi a que obteve a maior preferência entre todos os grupos e foi a indicada como a mais bela. Não houve diferença estatisticamente significante entre os gêneros.