Aparência facial e a imagem ideal

Por Administrador

Edição V03N01 | Ano 2006 | Editorial Artigo Original | Páginas 27 até 38

Sandra Maria Delgado Cadena, Cátia Maria Fonseca Guerra

O objetivo desse estudo transversal foi avaliar a relação entre a aparência facial, preconizada por padrões estéticos normativos, com a imagem idealizada em escolares na faixa etária de 10 anos, matriculados nas redes de ensino fundamental público e particular da Região Metropolitana da cidade de Recife/PE. Imagens fotográficas de um menino e de uma menina portadores de faces equilibradas serviram de modelo-padrão e foram modificadas através de computação gráfica, obtendo-se, para cada um, quatro tipos faciais diferentes: um harmonioso (face equilibrada, padrão I) e três desarmoniosos, representativos dos padrões faciais da Classe II, da Classe III e da face longa. Essas imagens foram apresentadas aos escolares, para que respondessem com qual daquelas crianças eles gostariam de se parecer. Os principais resultados mostraram que 55,4% tiveram como ideal a face equilibrada, mas 44,6% idealizaram outros padrões faciais; a classificação do padrão facial do grupo apresentou 66,5% de face equilibrada, 14,3% padrão II, 13,6% face longa e 5,6% padrão III; a idealização pela face equilibrada foi maior na rede particular de ensino, sendo comprovada a associação entre a imagem ideal e a rede de ensino (p menor que 0,0001); a amostra só não apresentou associação significante entre a imagem ideal e o gênero (p=0,4933). Pode-se concluir que houve influência da aparência facial, preconizada por padrões estéticos normativos, sobre a imagem idealizada entre escolaros, aos 10 anos de idade, matriculadas nas redes de ensino público e particular da cidade de Recife/PE.