Efeito da refrigeração na rugosidade superficial e dureza das resinas compostas durante o procedimento de polimento

Por Administrador

Edição V03N01 | Ano 2006 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 20 até 26

Paula De Carvalho Cardoso, Alessandra Araújo, Guilherme Carpena Lopes, Élito Araujo, Luiz Narciso Baratieri

O objetivo do trabalho foi avaliar a rugosidade superficial e a dureza Knoop de resina composta após o polimento a seco e úmido. Foram confeccionados 80 corpos de prova de resina composta em matriz especial de 5mm X 3mm. Os espécimes foram polidos com discos abrasivos seqüenciais Sof-lex de acordo com cada grupo: Grupo I (n=20) –Filtek Supreme + polimento a seco; Grupo II (n=20) – Filtek Supreme + polimento úmido; Grupo III (n=20) –Filtek Z250 + polimento a seco e Grupo IV (n=20) –Filtek Z250 + polimento úmido. Dos 80 espécimes confeccionados, 40 foram levados ao rugosímetro para leitura da rugosidade superficial e os outros 40 foram avaliados no microdurômetro com uma carga de 25g por 15 segundos. Os dados foram analisados pelos testes ANOVA e Tukey. Houve diferença estatisticamente significante entre o grupo I e II, com valor de p=0,0003, ou seja, nos grupos da Filtek Supreme o polimento com maior medida da rugosidade foi úmido (Grupo II) e entre o grupo III e IV, com valor de p=0,0023, sendo que os maiores valores de rugosidade foram do grupo IV. Em relação à dureza Knoop, verificou-se que não houve diferença estatisticamente significante entre o grupo I e II, com p=0,4537 e entre o grupo III e IV com p=0,9655. Ou seja, não houve diferença na a dureza Knoop entre os grupos. O polimento das resinas compostas estudadas apresentou melhores resultados quando realizado sem refrigeração à água (polimento a seco).