A origem dos toros palatinos e mandibulares: bases para a sua interpretação clínica

Por Administrador

Edição V09N02 | Ano 2015 | Editorial Expedientelicações e Aplicações | Páginas 39 até 54

Alberto CONSOLARO, Renata Bianco CONSOLARO

Os toros palatinos e mandibulares são distúrbios do desenvolvimento do tipo anomalia de forma, com manifestação tardia no crescimento e maturação dos maxilares. Os casos familiares e a persistência dos toros com a idade e em desdentados lhe atribuem uma origem genética e dificultam a sua interpretação como uma resposta adaptativa à sobrecarga oclusal, ao bruxismo e outros fatores externos: os toros não são hiperplasias ou hipertrofias adaptativas. Os toros são protuberâncias ósseas sem cápsula fibrosa, o que os diferencia dos osteomas e lhes tira a natureza neoplásica, mesmo que benigna, especialmente porque também não apresentam crescimento contínuo e sem controle por parte do organismo. O tamanho dos toros se estabiliza no final do crescimento dos maxilares, ao redor dos 22 a 24 anos. Os toros são constituídos de osso normal, do ponto de vista funcional e estrutural, e podem ser utilizados como sítio de origem de transplante ósseo autógeno para outros locais, ou como sede de implantes osseointegráveis, se houver conveniências clínicas para tais procedimentos.

Consolaro A, Consolaro RB. Origin of torus palatinus and torus mandibularis: basis for clinical interpretation. Dental Press Implantol. 2015 Apr-Jun;9(2):39-54. DOI: http://dx.doi.org/10.14436/2237-650X.9.2.039-054.oar