Polimorfismos genéticos e o insucesso dos implantes dentários: estudo piloto

Por Administrador

Edição V08N04 | Ano 2014 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 68 até 78

Camila Epitácio Cravo Teixeira, Tibério César Uchôa Matheus, Paulo Roberto Eleutério de Souza, Nikos Donos, Renata Cimões

Objetivo: verificar a relação entre polimorfismos genéticos ligados às citocinas da remodelação óssea osteoprotegerina (OPG) e o ligante do ativador do receptor do fator nuclear kappa ß (RANKL), além de relacionar a presença de polimorfismos em OPG e RANKL com o insucesso clí- nico dos implantes dentários ao longo do tempo e determinar quais combinações de polimorfismos de OPG e RANKL estão associados ao insucesso de implantes dentários. Métodos: vinte pacientes, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, reabilitados com 34 implantes dentários, foram avaliados por um período de 24 meses após a instalação das coroas sobre implantes. Após os exames clínico e radiográfico, os pacientes foram incluídos no grupo de insucesso dos implantes caso um ou mais do seguintes critérios fossem encontrados: mobilidade, queixas subjetivas persistentes, infecção peri-implantar recorrente com supuração, radiolucência contínua ao redor do implante, profundidade de sondagem ≥ 5mm e sangramento à sondagem. Foi coletado sangue periférico para a análise do polimorfismo das citocinas OPG e RANKL por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). Resultados: não houve diferença estatisticamente significativa entre o grupo de falha dos implantes em relação aos genótipos de OPG e RANKL. Conclusão: os polimorfismos de OPG e RANKL não influenciaram no insucesso dos implantes dentários na amostra avaliada.

Teixeira CEC, Matheus TCU, Souza PRE, Donos N, Cimões R. Genetic polymorphism and failure of dental implants: a pilot study. Dental Press Implantol. 2014 Oct-Dec;8(4):68-78. doi: http://dx.doi.org/10.14436/2237-650X.8.4.068-078.oar