Estudo clínico retrospectivo da taxa de sucesso precoce de implantes osseointegrados

Por Administrador

Edição V07N03 | Ano 2013 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 76 até 83

Aline Alves Luciano, Geraldo Luiz Griza, Osvaldo Magro Filho, Jean Felipe Garlet Werlang, Maicon Douglas Pavelski

Introdução: os implantes se consolidaram como alternativa no tratamento do edentulismo, porém, algumas variantes envolvendo, por exemplo, o implante e o leito receptor podem interferir negativamente no sucesso do tratamento. As falhas dos implantes dentários podem ser classificadas como tardias ou precoces, dependendo do momento em que ocorreram. Objetivo: estabelecer o índice de sucesso precoce dos implantes realizados em um curso de especialização em Implantodontia no período de 2009 a 2012. Métodos: foram analisados os prontuários de pacientes tratados em um curso de especialização entre 2009 e 2012. O critério de inclusão empregado foi a instalação de implantes da marca P-I Brånemark Philosophy, utilizando-se da técnica cirúrgica de duas etapas para sua realização, sendo que esses permaneceram submersos por um período mínimo de três meses. Os pacientes selecionados receberam implantes em maxila e mandíbula, submetidas ou não a enxertos ósseos. A avaliação foi efetivada no momento da cirurgia de reabertura, não sendo levada em consideração a sobrevida dos implantes após o carregamento protético. Resultados: a taxa de sucesso foi de 97%, e os fatores que alteraram significativamente os resultados foram a presença ou não de enxerto ósseo e a localização do implante. Conclusões: o índice de sucesso obtido corrobora a literatura e evidencia que a experiência do operador não interfere, necessariamente, no resultado final do tratamento. Os achados demonstram, ainda, que a área de maior falha foi a região posterior, e que os sítios com enxerto ósseo apresentaram taxa de sucesso maior que os citados em outros estudos.

Luciano AA, Griza GL, Magro Filho O, Werlang JFG, Pavelski MD. A retrospective clinical trial of the early success rate of osseointegrated implants. Dental Press Implantol. 2013 July-Sept;7(3):76-83.