Diagnóstico do trauma oclusal: extrapolações para a região óssea peri-implantar podem ser feitas

Por Administrador

Edição V06N04 | Ano 2012 | Editorial Expedientelicações e Aplicações | Páginas 22 até 37

Alberto Consolaro

As imagens oferecem uma linguagem que revela o dinamismo tecidual ósseo. A densidade óssea e a configuração espacial variam em suas estruturas e indicam uma menor ou maior reação e capacidade de adaptação às demandas funcionais, como cargas mastigatórias nos dentes naturais ou nos implantes osseointegrados. No planejamento de um tratamento reabilitador, é fundamental planejar a distribuição de carga e avaliar as condições dos dentes remanescentes e sua relação com o osso vizinho. Detectar a resposta óssea ao trauma oclusal preexistente pode favorecer uma avaliação mais precisa das condições mastigatórias e dos vícios parafuncionais: uma verdadeira história prévia funcional dos dentes remanescentes. Ressalta-se que as interferências e sobrecargas oclusais demoram meses, ou anos, para induzir os sinais e sintomas clássicos do trauma oclusal enquanto entidade clínica. Quando o dente apresenta-se com necrose pulpar e com sinais de trauma oclusal, o ideal será direcionar a anamnese e exames para um diagnóstico de traumatismo dentário superposto, mesmo em dentes posteriores. Não há fundamentação científica segura para afirmar-se que interferências ou sobrecargas oclusais provocam necrose pulpar. Um questionamento muito comum: até que ponto as forças ortodônticas de ancoragem podem ser aplicadas nos implantes osseointegrados? As forças ortodônticas não superam, em qualquer situação, a intensidade, amplitude e variabilidade das forças oclusais. Se um implante pode receber cargas mastigatórias, o mesmo pode se aplicar às forças ortodônticas de ancoragem.

Consolaro A. Diagnosis of occlusal trauma: Extrapolations for peri-implant bone region can be done. Dental Press Implantol. 2012 Oct-Dec;6(4):22-37.