Caracterização micrométrica das superfícies dos implantes das cinco maiores companhias do mercado brasileiro. Parte III: implantes SIN

Por Administrador

Edição V06N03 | Ano 2012 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 60 até 70

Márcio Borges Rosa, Tomas Albrektsson, Carlos Eduardo Francischone, Humberto Osvaldo Schwartz Filho, Ann Wennerberg

Introdução: a qualidade da interface osso-implante é influenciada diretamente pela rugosidade da superfície do implante; e uma rugosidade média, com Sa entre 1 e 2μm, tem demonstrado melhores resultados clínicos e laboratoriais. No Brasil, são instalados mais de dois milhões de implantes por ano, sendo que 79% são fabricados por empresas nacionais. Porém, muito pouco é divulgado ou se conhece sobre a caracterização das superfícies desses implantes, a nível micrométrico. Esse estudo visa avaliar e caracterizar, numericamente, a superfície dos implantes da SIN (Sistema de Implante Nacional), uma das cinco maiores empresas do mercado brasileiro. Métodos: foram avaliados 6 implantes, comprados diretamente no mercado, de 2 desenhos da companhia (Tryon-HE e Strong-SW) e de diferentes lotes, através de um interferômetro de luz. Foram realizados 9 medições, escolhidas aleatoriamente, para cada unidade, sendo 3 nos topos, 3 nos vales e 3 nos flancos das roscas. O mesmo padrão foi seguido para avaliação através microscópio eletrônico de varredura. Resultados: os implantes analisados dessa companhia, apresentaram valores de Sa de 0,84mm para o Tryon-HE e de 1,01µm para o Strong SW. Na comparação entre os lotes, somente o desenho SW apresentou diferença estatisticamente significativa entre si. Conclusões: os valores de rugosidade encontrados classificam as superfície, dos implantes Tryon-HE como minimamente rugosas e dos implantes Strong-SW como moderadamente rugosas.

Rosa MB, Albrektsson T, Francischone CE, Schwartz Filho HO, Wennerberg A. Characterization of implants surface of the five largest companies in the Brazilian market, on micrometric level. Part III: SIN implants. Dental Press Implantol. 2012 July-Sept;6(3):60-70.