Determinação de prognóstico: quando tratar e quando extrair?

Por Administrador

Edição V06N02 | Ano 2012 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 68 até 79

Érica Del Peloso Ribeiro, Sandro Bittencourt, Tila Fortuna Costa, Paula Regina do Espírito Santo Braga, Lyla Prates de Andrade

Introdução: o advento dos implantes reativou a discussão de um dos grandes dilemas da clínica odontológica, que é a identificação, baseada no prognóstico, de quando um dente deve ser extraído ou quando outras opções terapêuticas podem ser consideradas. Características periodontais, endodônticas e restauradoras devem ser cautelosamente avaliadas para determinação do prognóstico e da previsibilidade terapêutica e consequente elaboração do plano de tratamento. Objetivo: diante da relevância do tema, o objetivo desse trabalho é, por meio de uma revisão de literatura, ajudar o cirurgião-dentista a avaliar situações clínicas em que seja necessária a tomada de decisão entre extrair ou manter um dente, estabelecendo para tal um correto prognóstico. Resultados: achados na literatura mostram que autores divergem entre abordagens mais conservadoras e a colocação de implantes. Fatores que podem distinguir esses casos são o conhecimento técnico-científico e a experiência do profissional, o comprometimento do paciente com sua higiene bucal, bem como suas condições sistêmicas, dentárias e financeira. Contudo, não existe na literatura um consenso a respeito da soberania de uma técnica sobre outra para o tratamento das diferentes situações clínicas. Conclusão: assim, o que irá nortear a escolha do clínico é uma análise crítica e científica da relação custo/benefício para estabelecimento de um plano de tratamento individualizado, multidisciplinar e com maior previsibilidade.

Ribeiro EDP, Bittencourt S, Costa TF, Braga PRES, Andrade LP. Determining the prognosis: When to treat and when to extract? Dental Press Implantol. 2012 Apr-June;6(2):68-79.