Reabilitação com prótese total fixa sobre implantes desfavoravelmente posicionados em maxila: relato de caso

Por Administrador

Edição V06N01 | Ano 2012 | Editorial Caso Clínico | Páginas 44 até 52

Franklin Moreira Leahy

A Implantologia contemporânea, associada à prótese dentária, oferece alternativas diversificadas e muito bem fundamentadas para a resolução das mais variadas e críticas situações clínicas dentro da Odontologia. Essas situações tendem, naturalmente, a agrupar-se em classificações já amplamente estudadas e consagradas na literatura mundial, considerando-se, inclusive, a importância de resultados continuamente revelados por evidências científicas nesse amplo contexto. Dentro de limites muito bem definidos, é factível a indicação e possibilidade do reaproveitamento de implantes desfavoravelmente instalados, como ponto de partida para um outro planejamento protético. Realizar nova cirurgia para removê-los e, em seguida, instalar implantes em posições supostamente ideais, com os recursos que dispomos hoje, pode até ser mais lógico ou recomendável, mas nem sempre é tecnicamente possível sem que procedimentos mais complexos sejam requisitados, acarretando maior desconforto, morbidade e tempo total para finalização. Considerar todos os aspectos possíveis que possam envolver o paciente e o problema apresentado, aliado à coerência de uma conduta mais conservadora no planejamento de qualquer tratamento, faz com que o arrojo e a impetuosidade inerentes ao conhecimento das técnicas inovadoras ou de vanguarda, ainda que consagradas, mesclem-se providencialmente com a prudência e um calibrado comedimento no campo interpretativo dos tratamentos, resultando em grandes benefícios para os pacientes. Este artigo relata um caso que ilustra essa conjunção analítica de expectativas. Reúne ciência, consciência e experiência. Funde teoria e prática, aliadas ao bom senso e previsão de bom prognóstico.

Leahy FM. Reabilitação com prótese total fixa sobre implantes desfavoravelmente posicionados em maxila: relato de caso. Dental Press Implantol. 2012 Jan-Mar;6(1):44-52.