Doença periodontal x estresse: revisão de literatura

Por Administrador

Edição V05N02 | Ano 2011 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 48 até 56

Ligia Nadal Zardo, Bruna Benso, Reila Tainá Mendes, Fábio André dos Santos, Gibson Luis Pilatti

A resposta ao estresse parece estar relacionada a um mecanismo mediador entre condições psicológicas desfavoráveis e doença periodontal inflamatória. Todavia, essa relação pode ser desencadeada através de dois modelos: modelo comportamental, em que ocorre aumento no consumo de nicotina, higiene bucal menos efetiva, mudanças nos hábitos nutricionais; ou modelo biológico, através da redução do fluxo salivar, alteração da circulação gengival e alterações na resposta imune-inflamatória. Vários estudos têm realizado a associação entre a severidade da doença periodontal e fatores comportamentais como o estresse. O presente estudo teve por objetivo fazer um levantamento da literatura sobre os principais estudos envolvendo fatores psicológicos e a resposta dos tecidos periodontais frente a patógenos. Os estudos mostram, em grande parte os de corte transversal, uma tendência de relação positiva entre estresse e doença periodontal, porém uma pesquisa mais representativa é necessária para determinar o impacto do estresse e de fatores psicológicos como fatores de risco para a doença periodontal.