Análise da utilização da união dente/implante e tipos de conexões: revisão de literatura

Por Administrador

Edição V05N02 | Ano 2011 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 103 até 110

Tiago Soares Scherer, Milton Edson Miranda, José Renato Ribeiro Pinto, Estevan Soares Scherer

Após a divulgação do conceito de osseointegração por Bränemark, baseado em anos de estudo, houve uma grande mudança na Odontologia moderna. Os tratamentos ganharam muitas variáveis no planejamento, normalmente mais estéticos e eficazes. Apesar da introdução dos implantes osseointegrados, com grande demanda e evolução da técnica, alguns fatores ainda limitam a colocação de um número adequado de implantes. Com isso, tem-se deparado com uma situação clínica de grande importância na Implantodontia: a restauração do edentulismo parcial utilizando pilares de dentes naturais unidos a implantes. O principal fator de preocupação ao se indicar a união dente/implante é a biomecânica, devido à diferença de absorção das forças oclusais pelos dois componentes distintos, dente e implante. Através de uma revisão de literatura, foram abordados os critérios biomecânicos dessa união, considerações sobre as formas de executá-la, as possíveis complicações e os achados clínicos das pesquisas. Embora os conceitos teóricos revelem problemas em potencial, os resultados clínicos apontam favoravelmente para o uso desse tipo de união. Segundo alguns profissionais, principalmente em segmentos curtos e com conexões rígidas, entretanto, o assunto é ainda bastante controverso.