Homoenxertos ósseos: a captação e o processamento geram segurança para a utilização?

Por Administrador

Edição V05N01 | Ano 2011 | Editorial Artigo de Revisão | Páginas 93 até 102

Christiano Borges Piacezzi, Júlio Leonardo Oliveira Lima, Ilan Weinfeld

Frente à popularização das reabilitações bucais com próteses sobre implantes e da ausência, por vezes, de suficiente ou adequado tecido ósseo, a demanda dos enxertos ósseos tem aumentado progressivamente. Nas situações de extenso déficit ósseo ou frente à necessidade de reduzir o tempo e a morbidade cirúrgica, o uso de homoenxertos ósseos deve ser considerado, já que são encontrados em quantidades ilimitadas nos bancos de tecidos. No entanto, a possibilidade da transmissão de doenças infecciosas é uma constante preocupação dos profissionais e dos pacientes envolvidos. O presente trabalho tem como objetivo, por intermédio de uma revisão de literatura — realizada manualmente e através da base de dados Medline, compreendendo o período de 1990 a 2010 —, verificar a segurança oferecida pela captação e pelo processamento dos homoenxertos ósseos. Pode-se concluir que as etapas do processamento como a liofilização, a desmineralização e a irradiação gama geram níveis de segurança confiáveis e que, associados a uma prévia seleção de doadores e captação dos homoenxertos criteriosas, reduzem a possibilidade de infecção, assim gerando segurança.