Impacto da terapia mecânica não cirúrgica na atividade de elastase e volume do fluido gengival em indivíduos com periodontites crônica e agressiva generalizadas

Por Administrador

Edição V04N03 | Ano 2010 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 71 até 79

Karina Bezerra Lomba SCHITTINE, Bruno RESCALA, Wilson ROSALEM, Ricardo Guimarães FISCHER, Carlos Marcelo da Silva FIGUEREDO, Anders GUSTAFSSON, Ricardo TELES

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do tratamento periodontal não cirúrgico sobre a atividade de elastase e o volume de fluido gengival nos pacientes portadores de periodontites crônica e agressiva generalizadas. Foram avaliados 18 pacientes com periodontite crônica e 11 com periodontite agressiva. Foram utilizados os parâmetros clínicos de avaliação da profundidade de bolsa à sondagem, nível de inserção e sangramento à sondagem. As amostras foram colhidas em cinco sítios mais profundos e em cinco sítios rasos com gengivite de cada paciente, antes e 90 dias após o término do tratamento. A amostra analisada antes e após o tratamento não apresentou diferenças significativas entre os grupos, exceto para a profundidade de bolsa à sondagem nos sítios rasos com gengivite (p = 0,039) e para o sangramento à sondagem (p = 0,021) nos sítios profundos após o tratamento. Após o tratamento, a elastase apresentou uma redução significativa nos sítios profundos, para as periodontites crônica (p = 0,012) e agressiva (p = 0,02). Houve significativa redução do volume de fluido gengival nos pacientes com periodontite crônica e agressiva, nos sítios rasos (p = 0,03 e p = 0,03) e profundos (p < 0,001 e p = 0,003), respectivamente, após o tratamento. Concluindo, os grupos com periodontites crônica e agressiva generalizadas comportaram-se de maneira semelhante frente à terapia mecânica não cirúrgica. Houve uma redução significativa do volume de fluido gengival e da atividade neutrofílica nos sítios profundos, associada a reduções significativas dos indicadores clínicos após o tratamento.