Prevalência da doença periodontal em mulheres e crianças da Estratégia de Saúde da Família no município de Campo Grande/MS

Por Administrador

Edição V04N01 | Ano 2010 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 61 até 70

Janaína Rodrigues Lopes da Silva, Alessandro Diogo de Carli, Cibele Bonfim de Rezende Zárate, Edilson José Zafalon, Paulo Zárate Pereira, Valéria Rodrigues de Lacerda

Objetivo: verificar a prevalência da doença periodontal em mulheres e crianças cadastradas na Estratégia de Saúde da Família no município de Campo Grande/MS. Métodos: realizou-se um estudo quantitativo transversal com mulheres e crianças (5-12 anos) cadastradas na Estratégia de Saúde da Família. A amostra foi calculada segundo idade e regiões do município, e o valor mínimo distribuído proporcionalmente nos quatro distritos sanitários – Norte (n = 40), Sul (n = 56), Leste (n = 26) e Oeste (n = 38). Para obtenção dos dados, foram utilizados os Índice de Higiene Oral Simplificado, Índice Periodontal Comunitário e Índice de Perda de Inserção Periodontal. Os exames foram realizados com sonda periodontal com esfera de 0,5mm em sua ponta, preconizada pela Organização Mundial de Saúde, e abaixador de língua. Os dados obtidos foram tabulados em ficha clínica adaptada do Projeto SB Brasil. Resultados: para o Índice de Higiene Oral Simplificado obteve-se a média de 1,45±0,85 para mulheres e 1,35±0,58 para crianças. No Índice Periodontal Comunitário das mulheres, 43,3% dos sextantes encontravam-se hígidos, 10,42% apresentavam sangramento, 15,21% cálculo, 10,21% bolsa entre 4 e 5mm e 0,83% bolsa de 6mm ou mais. Para o Índice de Perda de Inserção Periodontal, obteve-se os valores de 75,63% para perda de inserção entre 0 e 3mm, 3,75% para perda entre 4 e 5mm e 0,42% para perda entre 6 e 8mm. Já para o Índice Periodontal Comunitário das crianças, 75,63% dos sextantes avaliados encontravam-se hígidos, 12,71% apresentavam sangramento e 8,54% apresentavam cálculo. Conclusão: a prevalência da doença periodontal na população estudada foi considerada baixa.