Efeito da forma e da rugosidade superficial na estabilidade primária de implantes osseointegráveis

Por Administrador

Edição V03N02 | Ano 2009 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 73 até 83

Mychelle Vianna dos Santos, Carlos Nelson Elias, Jose Henrique Cavalcanti

O objetivo deste trabalho foi quantificar a influência da forma e da morfologia da superfície dos implantes dentários na estabilidade primária. Fez-se a análise da correlação entre o torque de inserção dos implantes, o índice de frequência de ressonância, a morfologia da superfície e a forma dos implantes. Os resultados obtidos foram analisados com base na teoria clássica dos parafusos. Os implantes com formas cilíndrica e cônica – com duas morfologias da superfície (usinada e com ataque ácido) – foram inseridos em discos de polietileno de alto peso molecular, com propriedades semelhantes às do osso cortical. Os torques de instalação foram quantificados com um torquímetro digital e a estabilidade primária determinada pela frequência de ressonância medida com o Osstell Mentor®. As morfologias dos implantes foram caracterizadas no microscópio eletrônico de varredura. Os resultados mostraram que os implantes usinados exigem menor torque de instalação que os com ataque ácido e os implantes cônicos exigem maior torque que os cilíndricos. Não foi observada relação entre o torque de inserção e a estabilidade primária, medida pela frequência de ressonância.