Freqüência clínica dos biótipos periodontais considerando o formato geométrico dos incisivos centrais superiores

Por Administrador

Edição V03N01 | Ano 2009 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 98 até 109

Maristela Maia LOBO, Andrea Nóbrega CAVALCANTI, Cláudia Batitucci SANTOS-DAROZ, Carlos Eduardo FRANCC, , Giselle Maria MARCHI

O objetivo deste estudo clínico foi avaliar a freqüência dos biótipos periodontais, considerando os diferentes formatos geométricos dos incisivos centrais superiores, através de parâmetros anatômicos dentários e gengivais. Quarenta voluntários foram agrupados de acordo com a forma dos incisivos centrais superiores (ICS, n = 10): retangular (grupo 1), triangular (grupo 2), quadrado (grupo 3) ou oval (grupo 4). Para cada voluntário, foi determinado o biótipo periodontal através de consenso entre 3 examinadores calibrados e foram medidos: o comprimento (CC) e a largura (LC) da coroa; a razão entre a largura e o comprimento da coroa (PLC); a altura do ponto de contato entre os ICS (APC); a distância entre os zênites gengivais dos ICS (ZG1); a distância entre os zênites gengivais do incisivo central e do incisivo lateral superiores (ZG2); a altura da papila entre os ICS (AP1); e a altura da papila entre o incisivo central e o incisivo lateral superiores (AP2). Os dentes quadrados obtiveram os menores valores de comprimento coronário (9,36 ± 0,97, p = 0,0012) e a maior proporção entre a largura e o comprimento da coroa (0,93 ± 0,06, p = 0,0001), quando comparados aos dos demais grupos. Os dentes triangulares apresentaram significativamente a maior distância (8,44 ± 0,89, p = 0,0438) considerando o parâmetro ZG2. O biótipo periodontal fino/festonado foi predominante no total de voluntários desse estudo (60%), e mais freqüente em indivíduos com dentes retangulares. Voluntários com dentes quadrados apresentaram maior freqüência de periodonto plano e espesso (60%), embora o teste exato de Fisher não tenha encontrado diferenças estatisticamente significantes entre os grupos.