Uso de implantes dentários de diâmetro reduzido na região posterior dos maxilares. Estudo retrospectivo de até 8 anos

Por Administrador

Edição V02N03 | Ano 2008 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 39 até 46

João de Andrade Garcez Filho, Carla Garcez Mendonça, Flávia Sukekava, Ana Paula Fernandes da Conceição, Maurício G, Araújo

O objetivo deste estudo foi avaliar, retrospectivamente, alguns aspectos clínicos e radiográficos de regiões posteriores da mandíbula ou maxila que receberam reabilitação protética suportada por implantes de diâmetro reduzido. Cento e cinqüenta e dois pacientes foram incluídos nesse estudo. Todos os pacientes apresentaram-se com áreas edêntulas na região posterior dos maxilares, com rebordo alveolar atrófico e onde foram instalados 1 ou mais implantes de diâmetro reduzido. De 6 a 16 semanas após a instalação dos implantes, a reconstrução protética foi instalada sobre os implantes. Os implantes foram examinados clínica e radiograficamente após a carga protética, durante um período de tempo compreendido entre 1 e 8 anos. Dos 194 implantes instalados, apenas 3 tiveram que ser removidos. A razão para esta perda de implante foi mobilidade evidente e/ou radiolucência ao redor de toda a superfície do implante. Destes implantes, 2 apresentavam 6 semanas de cicatrização e não estavam conectados a nenhuma prótese e 1 apresentava 2 anos e 10 meses de cicatrização e estava esplintado a outros sete implantes, que sustentavam uma sobredentadura na maxila. Os resultados obtidos pelo presente estudo sugerem que a utilização de implantes reduzidos na região posterior da mandíbula e maxila é efetiva como suporte de próteses. São necessários, no entanto, mais estudos clínicos para confirmar o benefício do uso dos IDRs na região posterior dos maxilares.