Obtenção de enxerto ósseo da região retromolar para reconstrução de maxila atrófica

Por Administrador

Edição V02N01 | Ano 2008 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 78 até 91

Luiz Gustavo Garla Matocano, Maysa Sella Saraiva

A reabilitação bucal de indivíduos desdentados totais ou parciais tornou-se, com com o advento das fixações osseointegráveis, uma opção viável e com prognóstico previsível. Porém, em muitas ocasiões, a região desdentada não oferece altura e espessura óssea compatível com a necessária. Buscou-se neste estudo avaliar o aumento em altura e espessura de músculos atróficos, por meio do uso de enxertos ósseos autógenos. Tais enxertos foram removidos da região posterior da mandíbula (região retromolar). De 39 indivíduos leucodermas de ambos os gêneros foram submetidos a este tipo de reconstrução. As áreas enxertadas foram submetidas à análise biométrica, antes da realização do enxerto e após a fixação do enxerto, onde se obteve medidas iniciais que serviram para comparação após um período de 6 a 10 meses do enxerto realizado, data em que novas medidas foram tomadas no segundo tempo cirúrgico (reabertura), realizando uma análise estatística entre as medidas obtidas antes e após um período compreendido entre 6 e 10 meses. A biometria se deu por meio de registros de medidas com espessímetro manual, abaixo do sextavado do parafuso, e por registro de fotografias durante e após as mensurações. Os resultados permitiram avaliar o comportamento dos enxertos autógenos da região retromolar, mostrando que houve pequena diferença de reabsorção ao redor do parafuso. Concluía-se que é viável a utilização de enxertos ósseos autógenos provenientes da região retromolar para se promover a instalação de fixações osseointegráveis e posteriormente próteses reabilitadas.